Domingo, 30 de Agosto de 2009

SUA MAGESTADE A ÀRVORE

Ouço um leve murmúrio de dor e tristeza.
O que será que está acontecendo com a Natureza?!...
Antes era tudo uma maravilha, uma grande beleza.
Hoje vejo tanta maldade tanta frieza.
Quantas árvores destroçadas,
Rolam sem vida e tristes pelo chão.
Com dureza e com maldade são arrancadas
Até a raiz, num só puxão.
" Quem é você pequeno grão?"
Sou somente uma pequena semente.
Daquela que morreu tão indiferente.
Chorou, gemeu, gritou, na minha frente,
Quando lhe amarraram uma forte corrente.
E a derrubaram sem dó, de repente.
Um grande monstro lhe decepou a vida.
Rangendo dentes, sem uma única despedida.
Uma enorme motosserra tirou a sua preciosa vida,
Causando-lhe dores e inúmeras feridas.
Veja, como pequena eu sou!...
Mal me enxergas, na palma da tua mão.
Sou igual aquela que há 20 anos aqui morou,
debaixo de um punhado de terra,
Que alguém por ventura lhe jogou.
Esse pequeno pedaço de tronco que dela sobrou,
Era uma enorme árvore que muitas alegrias espalhou.
Muitos bons frutos, ela carregou.
Muitos amores ela ocultou.
Muitos corpos sedentos ela abrigou.
Muita sombra deu, muitos segredos guardou.
Se olhares atento pelo chão,
Hás – de encontrar, algum meu irmão.
Pegue-nos e nos coloque no chão,
Debaixo de um pequeno e amassado torrão.
Dentro de pouco tempo então,
Verás que tudo isso não foi em vão.
Logo que a chuva nos molhar.
Bem depressa iremos brotar.
Com alegria e amor, faremos a vida voltar.
E tudo à nossa volta irá de novo brilhar.
Com poucos dias as nossas folhas irão aparecer.
Bem depressa elas irão crescer.
Meu frágil corpinho, logo irá endurecer.
E forte irá para o Céu se erguer.
Vou demorar uns bons anos, para igual ser,
A essa minha árvore mãe, que acaba de morrer.
Por causa da ganância de certo ser,
Que quer com o sacrifício da Natureza enriquecer.
Esquece-se, que somos nós que o ar purificamos.
O mesmo ar que de graça a ele damos.
Que nem a sombra dele lhe cobramos.
Que vem de nós os bons frutos,
Que sua fome lhe saciamos.
Com a nossa frondosa copa o abrigamos,
Dos ventos fortes, da chuva e de outros danos.
E que tudo o que tem de bom na linda Natureza,
Somos nós que de coração lhe ofertamos.
 

 

publicado por saozinhasimoes às 19:03

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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

INVEJA

 

O invejoso parece desgostoso com a própria vida
 “Quando um homem está envolvido em si mesmo, ele se torna um pacote muito pequeno” (John Ruskin).
A inveja é um sentimento tão medíocre, que se torna difícil de ser “digerido”. Esse sentimento, que é desencadeado pela desigualdade, é capaz de corroer a alma do invejoso. E o pior é que este ser humano fica tão envolvido com tal sentimento, que se sente incapaz de perceber tamanha destruição na sua própria vida.
Percebe-se de forma bem nítida que a inveja advém do apego às coisas materiais, do desejo de obter o que o outro possui, tanto em se tratando de posses quanto de virtudes.
Observa-se que a inveja é um sentimento tão perverso que é como se fosse uma sede insaciável, o que faz obscurecer por completo a vida do invejoso, impedindo-o de se desenvolver e/ou crescer. E isso se deve ao facto de que simplesmente o invejoso vive em prol da vida alheia, esquecendo-se de cuidar de sua própria vida, vivendo em função da vida do outro. De facto, é triste perceber que há pessoas que funcionam como verdadeiros “guardas”, de “olho vivo” na vida alheia. Mais triste ainda é lembrar que enquanto este ser humano pernicioso se preocupar com a vida do outro, a sua própria vida ficará estagnada, com tendência, a curto prazo, a ser conduzida a um verdadeiro caos.
Já é sabido por todos que o invejoso passa mal, chegando até a adoecer, quando alguém do seu convívio começa a brilhar; assim, utiliza de estratégias mesquinhas, tecendo mexericos, tentando minar, derrubar e até destruir o outro. Mas, o que se observa é que quem é derrubado e destruído é o próprio invejoso, uma vez que a inveja tem a tendência de corroer e de autodestruir levando o indivíduo ao extermínio de si mesmo.
Contudo, a inveja deveria ser repugnante, pois, carrega consigo a tristeza, a melancolia, o egoísmo, a dor e o ódio.
Mesmo ciente desses factos, é triste e lamentável saber que convivemos com o invejoso, que ele está bem pertinho da gente, mas nós não o percebemos. Desconhecemos tal pessoa, talvez por não comungarmos desse mesmo sentimento destruidor ou por não querer acreditar que este ou aquele ser humano seja tão pernicioso a ponto de se tornar “escravo” de nossas próprias vidas. Um dia a máscara cai nitidamente e, de forma inesperada, tal sentimento “aflora” com mais força, deixando-se transparecer de modo claro através do sentimento de ira, mágoa e de outros que nem precisamos citar.
Somado a isso, interessante notar que, antes desse facto ser consumado, convivemos e comungamos muito da nossa vida com o invejoso, confidenciando factos, dialogando sobre a nossa vida pessoal e profissional, partilhando de tudo um pouco. Mas, eis que em um dado momento, vem a decepção, quando a “máscara” cai e tudo vem à tona. Assim, dói mais o facto de conceber tal pessoa como invejosa do que a própria reacção de inveja, uma vez que aquela pessoa era estimada e querida.
Assim sendo, torna-se importante salientar que ao invejoso importa que o outro não tenha o que ele deseja. Ridículo, não?
Vê-se, portanto, que o invejoso não luta para melhorar, para se desenvolver, pois a ele interessa ficar de “plantão” no que o outro possui; seu objectivo é a destruição, uma vez que ele deseja e não os tem. A atitude do invejoso exige que ele assista a própria vida de “camarote” sendo um mero “espectador”; dessa forma, não faz acontecer nem age em prol de sua própria vida, mas em função da vida alheia.
É de se observar que o invejoso é tão ganancioso no que o outro tem e/ou é que fica “cego” diante dos valores, virtudes e princípios que deveria ter, preocupando-se em demasia em assumir o seu papel de perversidade diante do outro, esquivando-se a todo custo da amizade e consideração para com o outro.
É importante ressaltar que o invejoso parece carregado de desgostos, altamente descontente com a própria vida, cheio de angústias e totalmente revoltado, inalando egoísmo. Deixa de viver, se tornando intragável no meio do seu convívio, uma vez que não conspira o bem para ninguém. Não sabe compartilhar nem se alegrar com os demais, além das reacções “monstruosas”, que o fazem até mudar de cor quando age.
Finalmente, o invejoso, essa triste figura digna até mesmo de dó, necessita se enxergar antes de tudo, – reconhecendo a mediocridade que é ou foi a sua vida com actos e sentimentos estéreis, como se fosse a um palco onde tivesse representado uma peça vazia de conteúdo, sem qualquer brilho.
É imperativo tal autocrítica, pois só a partir de então, se assim o quiser, deverá “arregaçar as mangas” e lutar em prol de uma vida melhor, conscientizando-se de que se continuar tendo inveja do outro, ficará estagnado, correndo o risco de não crescer, morrendo com o próprio veneno.
 
 
Sobre o autor:
Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pela UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora e Professora Universitária no Vale do Aço.
 

 

 

 

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publicado por saozinhasimoes às 17:41

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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

PORQUE A MALDADE FAZ TANTO SUCESSO?

 

O mal é absurdamente barulhento; a maldade adora chamar a atenção sobre os seus feitos.
Ao contrário, o bem não faz barulho! Quando uma flor desabrocha, no momento em que o sol nasce... quando o mar se acalma, quando sopra o vento; na hora em que uma mão sustenta uma outra, nada disso precisa fazer estardalhaço para ganhar sentido e existir!

É que o bem, para ser perfeito, precisa somente acontecer!

Por favor, não se engane com o mal que tanto o apavora! O barulho que o mal faz já é prova do seu imenso fracasso!

 

publicado por saozinhasimoes às 16:51

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