| Ouço um leve murmúrio de dor e tristeza. O que será que está acontecendo com a Natureza?!... Antes era tudo uma maravilha, uma grande beleza. Hoje vejo tanta maldade tanta frieza. Quantas árvores destroçadas, Rolam sem vida e tristes pelo chão. Com dureza e com maldade são arrancadas Até a raiz, num só puxão. " Quem é você pequeno grão?" Sou somente uma pequena semente. Daquela que morreu tão indiferente. Chorou, gemeu, gritou, na minha frente, Quando lhe amarraram uma forte corrente. E a derrubaram sem dó, de repente. Um grande monstro lhe decepou a vida. Rangendo dentes, sem uma única despedida. Uma enorme motosserra tirou a sua preciosa vida, Causando-lhe dores e inúmeras feridas. Veja, como pequena eu sou!... Mal me enxergas, na palma da tua mão. Sou igual aquela que há 20 anos aqui morou, debaixo de um punhado de terra, Que alguém por ventura lhe jogou. Esse pequeno pedaço de tronco que dela sobrou, Era uma enorme árvore que muitas alegrias espalhou. Muitos bons frutos, ela carregou. Muitos amores ela ocultou. Muitos corpos sedentos ela abrigou. Muita sombra deu, muitos segredos guardou. Se olhares atento pelo chão, Hás – de encontrar, algum meu irmão. Pegue-nos e nos coloque no chão, Debaixo de um pequeno e amassado torrão. Dentro de pouco tempo então, Verás que tudo isso não foi em vão. Logo que a chuva nos molhar. Bem depressa iremos brotar. Com alegria e amor, faremos a vida voltar. E tudo à nossa volta irá de novo brilhar. Com poucos dias as nossas folhas irão aparecer. Bem depressa elas irão crescer. Meu frágil corpinho, logo irá endurecer. E forte irá para o Céu se erguer. Vou demorar uns bons anos, para igual ser, A essa minha árvore mãe, que acaba de morrer. Por causa da ganância de certo ser, Que quer com o sacrifício da Natureza enriquecer. Esquece-se, que somos nós que o ar purificamos. O mesmo ar que de graça a ele damos. Que nem a sombra dele lhe cobramos. Que vem de nós os bons frutos, Que sua fome lhe saciamos. Com a nossa frondosa copa o abrigamos, Dos ventos fortes, da chuva e de outros danos. E que tudo o que tem de bom na linda Natureza, Somos nós que de coração lhe ofertamos. |
O mal é absurdamente barulhento; a maldade adora chamar a atenção sobre os seus feitos.
Ao contrário, o bem não faz barulho! Quando uma flor desabrocha, no momento em que o sol nasce... quando o mar se acalma, quando sopra o vento; na hora em que uma mão sustenta uma outra, nada disso precisa fazer estardalhaço para ganhar sentido e existir!
É que o bem, para ser perfeito, precisa somente acontecer!
Por favor, não se engane com o mal que tanto o apavora! O barulho que o mal faz já é prova do seu imenso fracasso!
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